terça-feira, 19 de maio de 2026

Sobre todas as coisas...Sobre os nós

O corpo da amiga é pétala ao vento, que dança inerte com um par canhestro; a morte, aquela que nos enlaça sem convite, nos força a lhe acompanhar o ritmo.

Estará dormindo, ou, inexplicavelmente mais viva? Vertigens, rodopios, quem sabe, algum segredo sussurrado pela inevitável dama, na geometria exata do eterno deitar.

Não há o vazio onde houve tanto afeto, a matéria se cala, mas a ideia resiste: ela agora é o tempo, o espaço concreto, a memória viva que em nós subsiste.

Patrícia Ubert  

Nenhum comentário:

Postar um comentário