O corpo da amiga é pétala ao vento, que dança inerte com um par canhestro; a morte, aquela que nos enlaça sem convite, nos força a lhe acompanhar o ritmo.
Estará dormindo, ou, inexplicavelmente mais viva? Vertigens, rodopios, quem sabe, algum segredo sussurrado pela inevitável dama, na geometria exata do eterno deitar.
Não há o vazio onde houve tanto afeto, a matéria se cala, mas a ideia resiste: ela agora é o tempo, o espaço concreto, a memória viva que em nós subsiste.
Patrícia Ubert

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